Colheita do milho avança e atinge 35% da área no RS

As boas condições climáticas permitiram um avanço de dez pontos percentuais na colheita do milho no Rio Grande do Sul, que atingiu nesta semana 35% da área cultivada. As informações são do boletim semanal de acompanhamento de safra elaborado pela Emater/RS-Ascar, serviço de extensão rural e assistência técnica do governo gaúcho.

Segundo os técnicos da Emater/RS, os produtores aceleram a colheita das lavouras de milho semeadas mais cedo, visando retirar a maior área possível nesta semana, para dar início à colheita da soja, que tem prioridade.

Eles comentam que os relatos de várias regiões apontam produtividades de lavouras entre 8.500 a 12.000 quilos por hectare. “A qualidade do cereal colhido é muito boa, não apresentando índices significativos de grãos avariados”, dizem os técnicos

No levantamento de campo os técnicos constaram que embora a umidade tenha variado bastante entre o dia e a noite, os produtores estão colhendo as lavouras dentro dos parâmetros de umidade ideal.

Na avaliação dos técnicos, as lavouras do milho semeados mais tarde germinaram e se desenvolvem muito bem, inclusive as plantadas no início de janeiro, que já estão recebendo a primeira adubação nitrogenada.

De acordo com o levantamento, as lavouras de milho estão 25% maduras e por colher, 30% em enchimento de grãos, 5% em floração e outras 5% em germinação.

Em relação ao milho para elaboração de silagem (cerca de 350 mil hectares no RS), a colheita segue para o seu término (70%), com rendimentos considerados muito bons (entre 35 e 40 t/ha), com ótima qualidade de produto final, diz o informativo.
Os preços do milho seguem pressionados no mercado gaúcho e nesta semana recuaram mais 3,62% para R$ 27,67/saca ao produtor. Em relação ao mesmo período do mês passado os preços recuaram 16,08% e comparado à mesma época do ano passado a queda foi de 26,41%. O valor atual está 14,43% abaixo da média dos preços médios mensais corrigidos em fevereiro nos últimos cinco anos.

Os técnicos comentam que devido os preços baixos a comercialização do cereal continua travada, pois os produtores preferem colher a soja e planejar o plantio de inverno, retendo a safra do milho até ocorrer uma melhor definição do mercado.

Soja

A colheita da soja começou no Rio Grande do Sul, mas percentual é de apenas 0,1% da área cultivada. Os trabalhos devem acelerar na próxima semana, pois 10% das lavouras já estão no estágio de maduro por colher, bem acima da média histórica de 0,1% para o período.

Na região das Missões, no noroeste gaúcho, foram colhidas as primeiras lavouras semeadas mais cedo, com produtividade de 50 sacas por hectare. No Alto Uruguai, também está iniciando a colheita da soja nas áreas cultivadas com variedades mais precoces semeadas cedo.

Os técnicos da Emater/RS comentam que as condições meteorológicas têm se mostrado favoráveis às lavouras de soja, que se encontram na maioria em florescimento e formação do grão (64%). “O desenvolvimento é vigoroso nesse último período, em razão da regularidade de chuvas intercaladas com períodos de sol”, dizem eles.

O monitoramento de pragas realizado nas unidades de referências técnicas mostram (baixa pressão de lagartas e percevejos. Mesmo com essa baixa pressão de pragas, os agricultores estão realizando tratamentos, principalmente para controlar percevejos, pois não querem correr riscos de perdas.

O informativo relata que a comercialização da soja mantém-se com lentidão no mercado gaúcho, mantendo a tendência de queda nos preços, que recuaram 1,56% nesta semana para R$ 65,47/saca ao produtor. Em relação ao mesmo período do mês passado os preços recuaram 1,83% e comparado à mesma época do ano passado a queda foi de 18,4%.

O valor atual está 9,3% abaixo da média dos preços médios mensais corrigidos em fevereiro nos últimos cinco anos. “Os negócios estão travados, compradores cautelosos e produtores retraídos, com o foco mantido na lavoura e na colheita que inicia. No mercado disponível (balcão), a saca é negociada a R$ 73,50”, dizem os técnicos da Emater/RS.

Feijão

Em final de colheita (79%), o feijão de primeira que apresenta boa produtividade e qualidade dos grãos. Os fatores climáticos continuam favoráveis para todas as fases da cultura, que evolui.

Os produtores estão comercializando a safra de feijão em ritmo acelerado. Os preços do feijão recuaram 6,6% nesta semana (para R$ 191,70/saca) e estão 11,7% abaixo do valor registrado na mesma época no mês passado. A cotação está 26,8% acima da média histórica para fevereiro.

Arroz

A colheita de arroz está na fase inicial no Rio Grande do Sul, principal produtor nacional. Segundo a Emater/RS, os trabalhos começaram na região da Fronteira Oeste, capitaneada pelo município de Itaqui, apontando produtividades acima de 7.000 quilos por hectare. Nos próximos dias a colheita deverá se intensificar, uma vez que 22% da área se encontra no estágio de maduro e por colher.

Em relação ao mercado, os técnicos comentam que o mercado sinaliza preços para os estoques remanescentes de arroz entre R$ 46,00 e R$ 52,00 a saca de 50 kg. O preço médio para a saca de 50 quilos ficou em R$ 48,53/saca, com leve alta de 0,2% na semana. O valor está 9,03% acima do registrado na mesma época do ano passado e é 14,06% superior à média histórica de cinco anos.

Fonte: Globo Rural

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