Santander prevê de 8 a 10 agências voltadas ao agronegócio até junho

O Santander pretende abrir de oito a dez agências voltadas ao agronegócio na primeira metade deste ano, reiterou o presidente do banco, Sergio Rial, em apresentação a analistas na da Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (Apimec). “Chegamos a R$ 9 bilhões na carteira de crédito do agronegócio e vamos interiorizar o Santander”, afirmou o executivo.

De acordo com Rial, o Brasil continuará a ser uma potência agrícola e o Santander precisa estar preparado para atender esse segmento.

Segundo reportagem publicada na segunda-feira pelo Valor, o Santander começou a reformular sua estratégia para o agronegócio no ano passado, quando contratou 40 agrônomos. Para este ano, estão previstas a criação das agências dedicadas ao segmento e a especialização dos gerentes.

A carteira do Santander para o setor cresceu 47,7% em 2016, para R$ 8,9 bilhões, na comparação com o ano anterior.

Concorrência

Rial afirmou que a agenda do Banco Central para simplificar o sistema financeiro é “inteligente” e pode gerar mais competição.&nbsp;<span>Para ele, o problema do setor no país não é de concentração bancária, mas de haver condições para que os bancos possam competir.

“Em termos de número de bancos, o Brasil não é diferente do resto do mundo. Nosso desafio é a assimetria. Boa parte do crédito é direcionado.” “O problema é menos de concentração e mais de permitir que os bancos possam competir. Somos um dos poucos mercados em que a poupança é tabelada.”

O executivo disse acreditar que as medidas em estudo pelo BC e pelo governo — que vão desde a simplificação do compulsório até a redução do crédito com juros subsidiados — se dará de forma ordenada, criando mais competição no sistema financeiro.

Selic

Durante o evento, o economista-chefe do Santander, Maurício Molan, afirmou que a queda da taxa Selic — que deve terminar o ano ao redor de 9%, segundo as projeções do banco — vai aliviar a conta de juros de empresas e famílias. Isso, por sua vez, será importante para a retomada do crescimento da economia.

Molan lembrou que a relação entre dívida e renda anual está em 44% no Brasil. “As famílias não são tão alavancadas, mas existe um peso grande de juros”, observou.

O Santander projeta inflação de 4% neste ano — abaixo, portanto, da meta de 4,5% com a qual o Banco Central trabalha. A expectativa do banco é de um crescimento de 0,7% do PIB e de uma taxa de câmbio de R$ 3,75 no fim do ano.

“Estamos em contexto de saída da crise econômica, de retomada do crescimento”, disse Molan. De acordo com ele, as mudanças na política econômica promovidas pelo governo geram confiança e levam à retomada dos negócios.

Fonte: Valor

Deixe um Comentário