Transporte coletivo de Manaus precisa de credibilidade, diz secretário municipal

Marcos Santos, que assumiu a Secretaria de Comunicação do município de Manaus, diz também que o sistema de transporte precisa de inovação

MANOEL MARQUES
Especial para o Portal Coopnews

“O transporte coletivo de Manaus necessita de credibilidade. A população precisa confiar no sistema”. Essa é a visão do secretário Municipal de Comunicação de Manaus (Semcom), jornalista Marcos Santos, que acaba de assumir a pasta com a missão de promover a aproximação da Prefeitura com a sociedade.

Marcos reconhece que o sistema precisa de inovação e adianta que em aproximadamente um mês estará funcionando em Manaus, dentro do projeto de cidade inteligente, um aplicativo na internet que vai influenciar muito na qualidade do serviço.

“A população não confia no sistema atual e por isso migra para o transporte próprio. Quem pode compra um carro, uma motocicleta e vai para as ruas piorando o congestionamento do trânsito”, argumenta.

O secretário conta que existem várias propostas de novos modais em estudo na SMTU (Superintendência Municipal de Transportes Urbanos) como BRT, Monotrilho entre outros e em breve o prefeito Artur Neto estará divulgando a que melhor se adequar à cidade de Manaus.

Executivos e Alternativos

Em relação ao sistema dos transportes executivos e alternativos, Santos diz que são muito importantes para a cidade.

“Em caso de greve do sistema convencional, por exemplo, eles estarão sempre a postos para atender a população”, destaca.

O secretário revela que há o interesse do prefeito Artur Neto em resolver o problema do processo licitatório dos sistemas executivo e alternativo que se arrasta ao longo do tempo.

“Executivos, alternativos e mototáxis fazem parte do conjunto de modais de transporte da cidade”, garante.

Secretário pela segunda vez

Ao assumir, pela segunda vez, a Secretaria Municipal de Comunicação de Manaus (Semcom) na gestão do prefeito Artur Neto, o jornalista Marcos Santos está consciente da grande responsabilidade, mas garante estar preparado para o novo desafio.

O jornalista lembra que da vez anterior que assumiu a secretaria foi por um prazo determinado de seis meses, no final da primeira gestão de Artur Neto na Prefeitura de Manaus, em 1992. Passado todos esses anos, agora ele assume com um prazo maior de início de gestão.

Ele entende que atualmente o trabalho é muito mais complexo, os tempos são outros e exigem do administrador público soluções mais criativas e inovadoras.

“A proposta de fazer a cidade inteligente é inovadora e demanda muito empenho para implantação de um processo duradouro que vai exigir muito mais que quatro anos para fazer e manter”, destaca.

Em relação à comunicação propriamente dita, o secretário diz que existem algumas demandas, antigas, nevrálgicas, reprimidas que a população precisa saber e a Prefeitura ainda não tem as respostas.

“Mas temos um secretariado muito bom, ágio nas respostas. Coisas que estavam travadas, agora estão conseguindo desbloquear. Vamos trabalhar com a verdade. Esse é o foco da nossa atuação”, garante.

Marcos ressalta que apesar de ser um secretário de uma pasta municipal, trabalha diariamente com demandas da imprensa nacional em função da figura nacional do prefeito Artur Virgílio Neto.

O secretário diz que o prefeito Artur Neto está muito otimista.

“A perspectiva com o governo da ex-presidente Dilma era uma coisa e agora com o atual governo do presidente Michel Temer é outra. Na gestão Dilma, o governo federal não liberou nada de recurso a fundo perdido para Manaus. Toda verba que veio foi por empréstimo e o Município e o Estado estão pagando”, conta.

A nova gestão tem o apoio do governo central e o prefeito segue agora com uma nova pegada, completou um ciclo e começou outro trocando algumas peças chaves.

Cooperativismo

Para Marcos Santos o cooperativismo é uma ótima alternativa para vários segmentos de negócio, principalmente pelo acesso ao crédito. Conta que seu primeiro trabalho de assessor foi em uma cooperativa de juticultores no município de Parintins, onde o cooperativismo é muito forte. Ele lembra que a cooperativa de Parintins cresceu muito e depois se perdeu porque estava nas mãos de poucos.

Tiradentes

O jornalista Marcos Santos trabalhou 10 anos na Rede Tiradentes de onde saiu no final do ano passado.

“Não teve nenhum problema, saí porque achei que completei um ciclo e tinha várias opções de trabalho. Já havia sido secretário e assessor do Artur e ele me convidou para assumir a secretaria de comunicação da prefeitura e decidi aceitar o novo desafio”.

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